A vida começou no mar… Eruiyá!

O orin primordial vem dos oceanos. A nota mais grave e a mais aguda ecoam na batida das ondas na praia. Esse ruído que é portador de todas as frequências usa como suporte a água do mar. Omi Okun é o lugar onde transita todos os sons, é o reino de Yemanjá, e o lugar do equilíbrio e da loucura, lugar de acolhimento e de solidão. Pra falar de mistérios, de vida, de resistência e de esperança é que a Banda Omi Okun nasceu. Formada por Virgilio dos Santos (Voz e Violão), Bruno Rabello (Bateria) e Dudu Bierrenbach (Baixo), sua força motriz é um intenso trabalho de pesquisa musical sobre a música sacra afro-brasileira, sua influências e vertentes na música popular tradicional brasileira e na música contemporânea de massa. São canções feitas para ouvir durante a travessia, seguindo a mudança das marés. Para quem nina seus sonhos perto dos manguezais; para quem enfrenta as tormentas no alto mar. Para dias ensolarados e bem dispostos, para dias fúria e revolta.

Agô, somos Omi Okun. Olorun Modupé!

É compositor, multi instrumentista e cantor. Iniciou suas atividades musicais ainda adolescente no final da década de 90 (do século XX) no cenário underground do subúrbio carioca. Em 2003 entrou para escola de música Villa Lobos e iniciou seus estudos sobre música popular brasileira. Essa imersão pelos muitos matizes da cultura musical popular teve caminhos pelo choro, samba, jongo, coco, ciranda maracatu e pelos ritmos sacros da umbanda e do candomblé. Em 2005 começa a cursar a graduação de Produção Fonográfica e atuando no mercado do audiovisual no cinema, tv e rádio. Nesse mesmo tempo aprofundou seus estudos de violão e harmonia na Escola Portátil de Música. A partir de 2007 começa a estudar percussão com o grupo Rio Maracatu e tem um intenso contato com ritmos nordestinos como maracatu e ciranda. No ano 2009 assume o cavaquinho como instrumento principal e faz do samba sua principal fonte de inspiração, transitando entre terreiros, quadras e rodas. A proximidade religiosa e musical com a cultura afro carioca faz com que os principais temas de suas canções sejam crônicas da vida cotidiana nos Ilês, nos batuques, nas roças e nas encruzilhadas. Participou de alguns grupos de diversos gêneros musicais, tais como: Suburbana Carioca, Tasc’azeite, Linho Branco, Grupo de Cultura Pé da Amendoeira, Bloco Quem é de Bem, fica!, Samba de Benfica e Samba de Dois.

É compositor, multi instrumentista orgânico, artista gráfico multi plataforma. Nascido no Rio de Janeiro, muda-se para Fortaleza onde começa sua caminhada musical, aos 14 anos de idade quando ganha seu primeiro violão e consequentemente se encanta pela música descobrindo sua afeição pelo contrabaixo logo em seguida. Estudando de maneira autodidata estes instrumentos durante todo percurso, em 2009 obteve sua formação em Música Orgânica como complemento de seus estudos, conhecendo os mais variados gêneros musicais tais como canções de pescadores, maracatu, ciranda de rodas, coco e ritmos afro-brasileiros, tendo contato com os mais diversos tipo de percussões. De família Umbandista e Candomblecista, sempre foi apaixonado pelo som dos tambores e toda magia envolvida, em 2013 recebe seu cargo de Ogan no Ilê Asè Omi lockety Essà, tendo como seu Babalorisà Cleber de Logun Edé imergindo cada vez mais na cultura afro-brasileira de ilê asè e seus ritmos sacros. Ao longo de sua saga musical singrou entre bandas de diversos gêneros musicais, tais como: Missionários do Rock, Elyzum, Haven, Cezar Cayom, Extremo Norte, Gandharva Mantras Music, Tamuya Thrash Tribe e Mr. Dooback Sound System projeto experimental que continua desde 2002.

Baterista e tatuador. Nascido no bairro de Ramos, cresceu no subúrbio carioca em uma família com muitos músicos; sua mãe tocava órgão. Iniciou seus estudos de bateria na PIB de Vila da Penha e deu continuidade na Igreja Metodista de Vaz lobo. Em 1997 teve o primeiro projeto de relevância, a banda Maör, com uma trajetória de shows no Rio de Janeiro e em Recife. Já em 2002, tocando na  banda Frontera (metal/hard-core), foi um dos atores responsáveis pela cena underground no bairro de Rocha Miranda.  No ano 2006  montou junto com Virgílio dos Santos a banda de gafieira Suburbana Carioca, uma verdadeira orquestra popular de ritmos brasileiros. Neste período aprofundou seus estudos na música popular.   

Entre outros projetos de destaque vale a pena ressaltar a participação na banda da cantora e compositora Fernanda Vianna (MPB), cujo o trabalho teve grande repercussão nas plataformas de streaming. Em 2014 integrou a banda Tamuya thrash tribe (trash/death metal) regravou o primeiro disco "United" e gravou o disco “The last of the guaranis”, um trabalho de referencia na mistura do Metal com ritmos tradicionais afro-brasileiros . Este disco conta com as participações de artistas importantes como Marcelo D2, João Cavalcanti e Zahy Guajajara.